Em Santa Catarina, fábrica de móveis incorpora Inteligência Competitiva

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Em Santa Catarina, fábrica de móveis incorpora Inteligência Competitiva

BOM JESUS DO OESTE – Marli Barea, de Bom Jesus do Oeste, em Santa Catarina, integra o grupo de empresários da indústria moveleira catarinense que têm aos poucos incorporado a teoria e a prática da inteligência competitiva (IC) na gestão dos negócios. Marli, o marido e os dois filhos do casal comandam na cidade a BM, microempresa de móveis sob medida que há três anos participa do Sistema de Inteligência Competitiva Setorial do Sebrae em Santa Catarina (SIS). É no dia a dia que eles sentem os resultados práticos proporcionados pelo projeto.

Em 2010, Marli decidiu que era hora de resolver de uma vez por todas uma questão que volta e meia batia a sua porta. Sem conhecimento sobre as regras para elaboração e emissão de certificados de garantia, ela se via obrigada a atender constantemente a reclamações de clientes sobre móveis danificados em função do tempo de uso ou quebrados. “Chegavam a nos pedir que consertássemos produtos vendidos há quase dez anos. A gente então dispensava tempo e pessoal nessas tarefas”, enfatiza Marli. Saiba o que o Sebrae oferece a empresas do setor de Madeira e Móveis.

A solução para o problema veio com o SIS. Uma das facilidades que o projeto oferece aos assinantes é a solicitação de relatórios sobre temas que possam influenciar a competitividade das empresas do setor. A BM não perdeu tempo e encomendou um documento específico sobre certificados de garantia, que trouxe explicações sobre a legislação que regulamenta o assunto no Brasil e um passo a passo que auxiliou a fazer seu próprio certificado. “Contratamos um advogado e levamos a ideia adiante. Hoje oferecemos aos clientes um certificado de garantia de três meses para cada compra efetuada”, explica.

Para Airton Rigotto, consultor do Sebrae catarinense que orientou a BM na empreitada, a iniciativa de Marli já influenciou de forma positiva os demais empresários da região. “A BM é mais um exemplo do que o SIS pode fazer pelos moveleiros catarinenses. Há outras empresas utilizando a mesma informação. Pretendemos divulgar o relatório sobre certificados por meio da Associação dos Moveleiros e Madeireiros do Oeste para que outros negócios sejam incentivados a tomar a mesma atitude”, comemora Rigotto.

O gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) das Indústrias de Madeira/Móveis do Oeste Catarinense, Arildo Jacóbus, concorda. “Os casos de sucesso do SIS provocam um efeito em cascata. Os empresários se inspiram nas histórias que deram certo e passam a promover mudanças nas suas próprias empresas”.

Fontes e mais informações no endereço www.sebrae-sc.com.br/sis.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=1&id_noticia=359513